Vazamento

Reportagem do Intercept reacende polêmica sobre liberdade de imprensa e interesse público

O Brasil foi dormir na noite de domingo envolto em mais uma discussão sobre vazamentos de informações e conversas telefônicas.

11/06/2019 16h26
Por: Redação
Fonte: Portal IMPRENSA
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Crédito:Reprodução / Intercept
Crédito:Reprodução / Intercept

O Brasil foi dormir na noite de domingo envolto em mais uma discussão sobre vazamentos de informações e conversas telefônicas. A publicação das reportagens pelo site The Intercept Brasil sobre conversas do ex-juiz Federal Sérgio Moro e os procuradores envolvidos na Força Tarefa da operação Lava Jato provocou reações que vão dos questionamentos jurídicos ao debate sobre o que seria o interesse público na publicação de vazamentos de conversas.

Além de trazer conversas que mostram a relação do juiz Moro com os procuradores da Lava Jato, a reportagem também traz o que, na visão do Intercept, seria a preocupação destes interlocutores com os possíveis resultados da entrevista do ex-presidente Lula à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A entrevista havia sido autorizada pelo STF, mas proibida por liminar do ministro Fux. Em sua conta no Twitter, a jornalista afirma que a reportagem do Intercept “confirma o pouco apreço que parte do país tem pela plena liberdade de imprensa”.
 
Os vazamentos de diálogos foram frequentes durante o período mais intenso da Lava Jato. Um desses vazamentos, entre a então presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Lula, conseguiu frear a nomeação dele para o cargo de Ministro da Casa Civil. À época, a publicação dos diálogos foi defendida sob o argumento que a nomeação era uma tentativa de evitar a prisão do ex-presidente.
 
Com o sinal invertido, a publicação dos vazamentos das conversas feitas no aplicativo Telegram são defendidos pelo site The Intercept em editorial. “A importância dessas revelações se explica pelas consequências incomparáveis das ações da Lava Jato em todos esses anos de investigação. Esse escândalo generalizado envolve diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção.”
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