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Brasil Pandemia

Secretários pedem toque de recolher nacional e fechamento de praias, bares e escolas contra colapso da saúde na pandemia

Entidade que representa os secretários de saúde de todos os estados divulgou carta na qual lista medidas urgentes que precisam ser adotadas para evitar caos na rede pública e privada de saúde de todo o país.

01/03/2021 14h01
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Por: Redação Fonte: Por G1
Carlos Lula, secretário estadual de Saúde do Maranhão, anuncia que o estado deve seguir plano nacional de imunização contra a Covid-19 do Ministério da Saúde. — Foto: Divulgação/Redes sociais
Carlos Lula, secretário estadual de Saúde do Maranhão, anuncia que o estado deve seguir plano nacional de imunização contra a Covid-19 do Ministério da Saúde. — Foto: Divulgação/Redes sociais

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, divulgou nesta segunda-feira (1) uma carta (veja íntegra abaixo) com sugestões de medidas urgentes contra o iminente colapso das redes pública e privada de saúde diante do aumento dos casos de Covid-19 no Brasil.

Em resumo, o Conass afirma que:

 

  • Brasil vive pior momento da pandemia, com patamares altos em todas as regiões
  • Falta condução nacional unificada e coerente da reação à pandemia
  • É preciso proibir eventos presenciais, inclusive atividades religiosas
  • É preciso suspender aulas presenciais em todo o país
  • É preciso adotar toque de recolher nacional; fechar bares e praias
  • É preciso ampliar testagem e acompanhamento dos infectados
  • criar um Plano Nacional de Comunicação para esclarecer a população da gravidade da situação

 

A carta foi divulgada no momento em que o país bate recordes consecutivos de mortes e casos, e dias depois de o presidente Jair Bolsonaro ter criticado o uso de máscaras, ter provocado aglomerações e ameaçado governadores com corte de repasse de verbas no caso de adoção de medidas mais severas contra a circulação de pessoas.

O pedido do Conass contra a permissão para atividades religiosas ocorre no mesmo dia em que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou decreto que as define como serviço essencial no estado.

 

Entidades médicas e governadores

 

No domingo, 45 entidades médicas também divulgaram um apelo pedindo ação contra o agravamento da pandemia. No texto, as associações defendem o uso de máscaras e criticaram, indiretamente, a postura do presidente. "Direcionamentos contrários (ao uso das máscaras) desconstroem, confundem e agravam a situação do país", afirmaram as entidades.

Nos últimos dias, os governadores também puxam reações contra o governo federal. Em uma carta aberta, 19 governadores responderam a uma postagem do presidente sobre repasses de verba. Os líderes estaduais também se mobilizam para comprar vacinas independentemente da União.

Comparado com países que lideram o ranking da vacinação, o Brasil tem uma taxa baixa da população já imunizada. Enquanto Israel já aplicou 92 doses de vacina para cada grupo de 100 habitantes, e o Reino Unido tem a marca de 30, o Brasil tem menos de 4 injeções aplicadas a cada 100 pessoas.

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